quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O que mais preocupa é o silêncio dos bons

Outro dia fui almoçar num restaurante com uma turma e na saída, no momento de pagar e na confusão, a mulher acabou deixando de recolher a liberação da saída de um conhecido. Ele só foi notar bem mais tarde depois que saímos.

Tudo estaria tranquilo se ele rasgasse ou no dia seguinte devolvesse, mas ao contrário ele preferiu comentar que tinha um almoço grátis no tal restaurante, e perguntou quando é que voltaríamos lá.

Há algumas coisa que me irritam profundamente. Faria até uma lista, mas desde já saiba que desonestidade é uma das coisas que está no topo.

Perguntei se ele estava falando serio e ele afirmou na maior cara de alegria que sim, como se fosse uma coisa normal. Realmente, no mundo de hoje pode ser normal, mas o mundo que eu prefiro viver, não. Aí, comecei a soltar os cachorros:

Disse a ele que aquilo era absurdo, que ele estava roubando e que estava prejudicando outra pessoa pelo ato dele. Que perdera a confança nele e que se dependesse de mim, pelos comentários dele, eu o teria demitido naquele mesmo dia, porque pra mim quem rouba 1, 5, 10 ou 20 reia rouba qualquer coisa.

Apesar do comentário, ele insistiu que não estava fazendo nada de errado, que era normal, até porque o restaurante cobrava caro.

Novamente, falei que poderia ser normal em outro mundo, mas no mundo das pessoas honestas e trabalhadoras, o ato dele era um dos motivos que o nosso país nao vai pra frente. Pedi que ele pensasse sobre o que falei pra ele, sobre a postura dele e sobre as coisas certas a fazer.

Que apesar de parecer normal só porque muitas pessoas fazem, que ele nao deveria ter vergonha de ser diferente, de devolver e o mais importante de repreender qualquer outra pessoa que fosse fazer coisa parecida com essa.

Parafraseando Martin Luther King Jr., o que mais preocupa não é o grito corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética; o que mais preocupa é o silêncio dos bons.
"In the end, we will remember not the words of our enemies, but the silence of our friends." Martin Luther King Jr.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal e um Próspero 2009

ahhh o Natal!!! Quão bela é esta data.
Eu pessoalmente não creio que Jesus nasceu no 25 de Dezembro, mas nem por isso deixo de acreditar que ele existiu ou celebrar a data. Celebro-a por outros motivos.

Nesta época celebro a Familia. Reuni-los é um momento especial pra mim. Quando minha avó materna era viva, costumávamos reunir a família em torno dela. Nada de pompa, nada de hiper-ceias ou coisas do tipo. Apenas a oportunidade de nos reunirmos. Hoje, mantemos um pouco da tradição, só que agora, cada tio/tia possui seus netos e fazem em suas casa a passagem de forma inconscientemente para próxima geração.

Nesta época, celebro a esperança. Assim como nos nossos próprios aniversários, vejo as pessoas ficarem mais suscetíveis às análises e retrospectivas. Milhares e milhares de pessoas no mundo todo tentando fazer um balanço de como foi os últimos 12 meses, como estão caminhando os sonhos outrora traçados e o que vai ser feito no próximo. O agradecimento pelas graças alcançadas e as esperança renovada para o próximo ano.

Nesta época, celebro o amor. Mesmo as pessoas mais ranzinzas e mesquinhas, são tocadas pela vontade em ajudar ao próximo. Enquanto fartos banquetes são preparados milhares de voluntários se doam com a intenção de minimizar a fome de comida, de conforto e de carinho dos excluídos.

Nesta época, celebro a amizade. Dedico um tempo especial para mandar uma mensagem de felicitação e renovação da esperança aos familiares, amigos e conhecidos.

Feliz Natal à todos amigos e familiares.

domingo, 2 de novembro de 2008

Simplesmente

o encontro foi simplemsnte inusitato
a conversa foi simplemente interessante
as verdades simplesmente ditas
os efeitos simplesmente inesperados
os desejos simplesmente atiçados

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A menina surda

Normalmente não gosto de publicar vídeos, mas contrario ao comum, estou publicando este comercial porque nos seus longos 4 minutos, a marca aparece apenas no final..



A Deaf Girl Learns to Play Violin - Pantene Chrysalis Commercial

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Quem sou


Na minha casa meus pais sempre prezaram pela justiça, pelas boas ações, pela amizade, pelo companherismo, pela verdade. Cresci sob estes princípios. Sou daqueles que a cada fato que vivenciei sempre acreditei, torci, defendi e lutei mesmo que infantil e tolamente pelo bem (versus o mal), pelo mocinho (prendendo o bandido), pela glória dos que sofreram antes de consegir uma vitória.

Sou daqueles que se revolta quando injustiças ocorrem. Me revolto até mesmo nos filmes; Neste momento ao tentar descrever meu pensamento, me vieram a mente várias cenas nas quais antes do climax, tudo caminha bem e algum maldito coadjuvante faz alguma sacanagem com o grupo de mocinhos e tudo sai errado. Na cadeira do cinema ou no sofá da sala, passo a odiar a todos que agem dessa forma.

Quase sempre, ao final de um dia antes de deitar, como forma de meditação, penso sobre as coisas que fiz, interferi ou vi sendo feita e penso se em algum momento eu agi como o maldito coadjuvnte de algum filme ou deixei alguém o fazer.

Eu não sou o cara que vai sacanear com alguém para me dar bem nem tão pouco são sou do tipo que quer receber os louros pelo trabalho de outro.

Não quero ser o cara mau do filme. Sairia de cena antes disto acontecer.