terça-feira, 13 de novembro de 2012

Análise sobre a condenação de José Dirceu


Deparo-me com a seguinte notícia e primeiro parágrafo da matéria do G1, sobre a condenação de José Dirceu.
"somou 10 anos e 10 meses de prisão, mais multa de R$ 676 mil."
Lida matéria, fico a pensar várias coisas sobre a situação:
1) o ex-ministro de Lula, ex-chefe da Casa Civil, companheiro de PT, ficará realmente preso num presídio, sendo obrigado a usar uniforme e número de identificação.

2) Em qual presídio o senhor Dirceu ficará? Diariamente surgem matérias sobre a superlotação dos presídios com suas precárias instalações. Ficaria o ex-ministro dividindo a cela com outros presos, dormindo ao chão?

Não que eu o queira em situação desumana, mas fico a imaginar porque ele especificamente precisaria ser tratado de forma diferente dos outros que nos presídios estão por cometerem crimes.

3) Preso numa cadeia de luxo ou não, imagino se, além da família, algum companheiro petista dará as caras para fazer visita.

4) Já que alguns dos bons companheiros de partido como José Genoino (Presidente do PT), Delúbio Soares (Tesoureiro do PT), Sílvio Pereira (Secretário-geral do PT) e João Paulo Cunha (Presidente da Câmara PT-SP) também foram condenados, pode ser que eles dividam a possível cela de luxo.

5) Dada a estreita relação com o ex-Presidente Lula, imagino se ele fará visita no presídio. Acredito que não. Você é capaz de imaginar o ex-presidente tendo que se despir, agachar para ver se leva algum pertence em parte íntima, ou ser revistado? Seria um prato cheio pra imprensa se algum guardinha usasse o iphone da moda pra tirar umas fotos ou gravar um vídeo.

6) Por último, fico a refletir: as pessoas dizem que nos presídios não há reabilitação; que as pessoas saem piores do que entraram. Se o ex-ministro formado em Direito pela PUC-SP em 1983 e com eleito/indicado para cargos públicos fora condenado por chefiar a quadrilha do mensalão, temo eu, pelo futuro que estar por vir, quando o mesmo fizer escola no presídio e sair.

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Matéria do G1 http://g1.globo.com/politica/mensalao/noticia/2012/11/stf-define-pena-de-ex-ministro-da-casa-civil-jose-dirceu.html

Carta Aberta: Um novo Prêmio Melhores do Ano?


Carta Aberta aos dirigentes das Entidades Empresariais de Santo Antônio de Jesus, BA


Prezados,

         Meu nome é Almiro Leal, sou cidadão Santo-antoniense, analista de sistemas e comerciante, casado e possuo um comercio na cidade. Mesmo não fazendo parte do quadro de associados de nenhuma das Entidades Empresariais, gostaria de deixar minha contribuição em relação ao Prêmio Melhores do Ano.

         É de conhecimento de todos que as entidades empresariais têm contribuído e muito para o desenvolvimento da cidade, profissionalizando cada vez mais as atividades comerciais e empresariais. Entre as ações, está o Prêmio Melhore do Ano que é um momento de confraternização e oportunidade para premiar as empresas que se destacaram no ano.

         Recebi o questionário e tive enorme dificuldade apontar os indicados devido ao excessivo número categorias. Muitas vezes clínicas em suas mais variadas especialidades, comércio em suas mais diversas atividades, revendas em seus mais incríveis ramos... tudo excessivo e que torna, na minha opinião, o prêmio em si cada vez menos relevante.

         Não conheço o histórico do Prêmio, mas creio que os tempos são outros e que vocês podem fazer mudanças. O prêmio poderia passar mais a valorizar as ações realizadas pelas empresas do que simplesmente a lembrança da marca. Essa postura, agregaria muito mais valor a premiações e no meu entendimento, geraria maior competição entre os associados, provocando uma nova postura dos participantes.

         Pode parecer difícil convencer as empresas dessa mudanças, mas a acredito que ações valham mais que simples presença no mercado. Diante dos debates sobre questões ambientais, de responsabilidade sociais, o prêmios poderiam refletir esses anseios. Eis algumas categorias que sugiro ao Prêmio:

         - Prêmio Revelação do ano: empresa que iniciou atividade no decorrer do ano, ou que tenha se associado, e que foi destaque em atuação na cidade. Premiando apenas uma, independente da categoria (a escolha dessa empresa seria com ficha de votação, listando as novas empresas);

          As demais premiações seriam por avaliação de projetos desenvolvidos nessa área pelas empresas, feita por uma comissão julgadora.

         - Prêmio Ambiental: empresa que investem / realizaram projetos ambientais na cidade/região e que foram destaque no ano; 

         - Prêmio Responsabilidade Social: empresa que investem / realizaram projetos de responsabilidade social na cidade/região e que foram destaque no ano; 

         - Prêmio Educação: reconhecer às melhores ações ou práticas sociais desenvolvidas pelas Instituições de Ensino, que visaram melhor a qualidade de vida das comunidades. Esse prêmio poderia ser dividido para escolas primárias, secundárias e instituições de ensino superior, visto que cada uma tem uma capacidade de atuação diferente. Empresas que possuam projetos na cidade/região e que foram destaque no ano; 

         - Prêmio Ação/Campanha de marketing: empresa que se destacou com campanha de Marketing e que foram destaque no ano; As melhores propagandas vinculadas na região; A premiação será para empresa e para agência que criou a peça;

         - Prêmio melhor empresa para se trabalhar: (talvez o mais polêmico e mais elaborado para ter resultado) esse prêmio envolveria avaliação dos funcionários da empresa em várias questões a respeito do ambiente de trabalho. A Revista Exame realiza premiação desse tipo. São avaliadas várias questões desde remuneração, a ambiente de trabalho e oportunidades de crescimento na empresa.

       Bem, fica a dica à diretoria, aos comerciantes e empresários associados.

Att.

almiro leal
almiroleal@gmail.com
Comerciante / Cidadão Santo-antoniense

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Praça Padre Mateus em Santo Antônio de Jesus, Bahia (Nov/2012)

Postal da Praça Padre Mateus em Santo Antônio de Jesus, Bahia.
Provavelmente fim dos anos 70 ou início dos anos 80

Ouvi recentemente comentários que o Prefeito eleito já possui verba para a reforma da Praça Padre Mateus. Eu gostaria muito que esse projeto fosse colocado para Consulta Pública porque tenho muitas dúvidas sobre os projetos já idealizados.

Retornei a pouco mais de dois anos a cidade e não sei se o projeto passado nem o projeto em discussão atual foi avaliado por profissionais adequados e nem submetido a avaliação popular.

A pergunta é simples: o que será feito com a Praça Padre Mateus? A nova praça atenderá o Interesse Público ou o interesse de alguns?

Creio que o projeto precisa ser avaliado com cuidado em vários aspectos. Listo alguns que consigo lembrar rapidamente:
1) Os empresários tem interesse em um estacionamento amplo para que os visitantes de outras cidades possam estacionar e comprar em seus estabelecimentos? Quanto maior o espaço, subterrâneo ou não, melhor pra eles. 
Eu acho que estacionamento não é uma prioridade para o Cidadão consciente que aqui mora. Tenho certeza que se houvesse Transporte Coletivo de qualidade, deixaríamos nossos carros em casa. 

2) As Cervejarias também possuem interesse; quanto mais bares melhor. Um ponto central que todas as pessoas passam e que podem parar pra tomar uma cervejinha no final da tarde para bater papo com os amigos, dará muito volume em vendas. Muito mais que os principais bares e restaurantes da cidade.

3) Para os ambulantes, quanto mais espaço e informalidade melhor. O que será feito dessas pessoas que hoje estão instalados em quase todas as áreas da praça? Serão expulsos e obrigados a se instalar em outras ruas e praças? Ou voltarão lentamente com o tempo. A Praça da Biblioteca e as ruas e esquinas da cidade já funcionam como uma rede paralela de ambulantes. Será que se juntarão aos outros? Ou quem sabe para migrarão para Praça Rio Branco. Acho que o coreto acabaria sendo fechado e viraria um bar com mesas e toldos espalhados por todos os cantos.

4) O que será feiro com as BARRACAS/BARES que funcionam a anos na praça? O espaço é público e como tal deve ter uma licitação para concessão da instalação de qualquer atividade comercial. Novamente um ponto central como a praça gera um ótimo retorno. O novo prefeito realizar a licitação? E em que formato serão esses novos estabelecimentos? Vão concorrer com restaurante, lanchonetes que já existem no entorno da praça e que pagam alto custo de aluguel?

5) E o povo, as famílias, as crianças? Terão elas espaço para brincar como brinquei de bicicleta num sábado a tarde ou Domingo? Quando eu era criança, meus pais me levavam para ver os bichos-preguiças que ficavam pelas árvores; no lago havia tartarugas e em todo o jardim havia grama e flores. Tanto que a cidade era conhecida por "Cidade das Flores" e não pelo "Comercio mais barato da Bahia".

Hoje são tantos toldos, cadeiras, barracas, camelôs, hippies...  que fica difícil chama-la de praça. É difícil cruza-la, é impossível achar um local bonito que possamos tirar uma foto. A praça principal da cidade não pode ser um cartão postal porque está incrivelmente maltratada.

O termo Praça remete a um local livre de Edificações que propicie convivência e/ou recreação para seus usuários. As praças feitas pensando no cidadão, não visam "estacionamentos", não viam BARES, nem estabelecimentos comerciais. Quando há barracas, elas comercializam apenas produtos de apoio a quem na praça está, como Sucos, Água, Sorvetes, lanches rápidos (não pratos/refeições).

Fica a dica.

"Depois que aprendi a pensar por mim mesma,
 nunca mais pensei igual aos outros. " Clarisse Lispector