terça-feira, 27 de abril de 2010

Alice no País das Maravilhas

O marcante estilo de Tim Burton, a presença dos atores Johnny Depp (chapeleiro maluco), Anne Hathaway(Rainha Branca) e Helena Bonham Carter (Rainha de Copas), unidos aos efeitos especiais que se encaixam perfeitamente no fantástico mundo de soldados de cartas de baralhos e animais falantes é uma ótima desculpa para ir ao cinema nos próximos dias.

Inspirado no livro de Lewis Carroll, o filme se passa 13 anos depois da primeira visita de Alice. Dessa vez ela terá que ajudar os amigos a derrotar a malvada Rainha de Copas.

Acredite, não é necessário maiores explicações para ver e gostar do filme. Eu faço apenas dois alertas:

  • O primeiro é que o filme não é pra criança. Elas podem até se divertir com os personagens e com os efeitos mas a história é para os mais grandinhos.
  • O segundo é sobre o formato do filme: NÃO VALE A PENA pagar mais caro para VER EM 3D.
Se você é um dos que ajudou James Cameron a bater o recorde de bilheteria de Titanic, vendo Avatar, ou já assistiu um simples desenho feito em 3D, ficará decepcionado Alice.

Diferente de Avatar, os filme foi feito em modo tradicional e somente depois convertido
para 3D por computação. O resultado atrapalhou mais do que ajudou, sendo muitas vezes há
distorções nos rostos dos personagens em movimento, ou mesmo a sensação de embaçamento das imagens de fundo.

Fora o 3D, recomendo o filme como positivo. Só acho que os próximos filmes lançados deveriam passar a ser classificados com um selo para identificar claramente qual a tecnologia foi utilizada pra gerar as imagens 3D.


Histórico de filmes que assisti em 3D:
- UP - altas aventuras
- AVATAR (2x)
- Tá Chovendo Hamburger

terça-feira, 14 de julho de 2009

Jean Charles

Baseado em uma história real, o filme retrata a vida do eletricista brasileiro que morava em Londres e que foi assassinado pelo serviço secreto britânico num dia após um atentado fracassado ao metrô. Segundo consta, Jean foi confundido com um terrorista.

Enquanto procurava o poster do filme, encontrei que a Patricia Armani (prima real) e o ex-chefe de Jean interpretaram a si mesmos no filme. O que reforçou a sensação que tive de que alguns atores não tinham muita experiência ou foram selecionados entre brasileiros que viviam em Londres para dar mais veracidade a história.

A atuação Selton Melo como Jean basta para manter o filme alegre mesmo todos nós sabendo que o final não é.

Longe de ser uma obra-prima do cinema pelas atuações, o filme é interessante e vale por mostrar como Jean e diversos brasileiros se esforçam para levar uma vida melhor no velho mundo.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Anjos e Demônios

[Angels & Demons(2009)]

Na quarta-feira passada, como forma a evitar o trânsito em Salvador, resolvi assistir a versão para o cinema do livro Anjos e Demônios, de Dan Brown que foi publicado em 2000.

Na telona, o roteiro foi inteligentemente adaptado como continuação de "O Código da Vinci", aproveitando o sucesso obtido com Livro.

Apesar de ter adorado todos os livros [http://pt.wikipedia.org/wiki/Dan_Brown], fiquei receoso de assistir o novo filme porque para mim, o anterior havia fracassado na tentativa de dar vida aos detalhes históricos misturados à ficção que fez, não só eu como milhares de pessoas em todo o mundo devorar e colocar o livro no topo dos livros mais vendidos (mais de 70 milhões de exemplares).

Para minha surpresa, vibrei à cada momento do filme. Tom Hanks encarnou muito bem o papel do professor de simbologia Robert Langdon preenchendo os intervalos das cenas de ação com interessantes aulas de história.

O filme tem uma excelente fotografia o que não é muito difícil tendo como pano de fundo a Cidade do Vaticano repleta de história em prédios, igrejas, praças, fontes e estátuas.

Para os que não leram os livros ou não viram o primeiro filme, não há nenhum problema. O filme sozinho se explica.

A história gira em torno do seqüestro de Cardeais às vésperas do Conclave, a reunião que elege o novo Papa. Robert Langdon é então chamado para ajudar nas investigações decifrar mensagens de uma sociedade secreta os Illuminati que pretende destruir a Igreja.

Curiosidades:
- A morte do Papa João Paulo II em 2005 e a incrível presença jornalística televisionando o que acontecia para o mundo todo, fez com que o filme se aproximasse mais da realidade;
- Mesmo com algumas diferenças em relação ao livro, a história não foi comprometida;
- Apesar de eu ter achado uma merda o primeiro filme, ele arrecadou mais de 224 milhões de dólares em apenas três dias no mundo inteiro;

Quer saber mais:
- http://www.angelsanddemons.com/ (site oficial)
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Angels_&_Demons
- http://www.cinepop.com.br/filmes/anjosedemonios.htm


Trailler: http://www.youtube.com/watch?v=iUd7Ca4g4u0

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Uma noite no museu 2

[Night at the Museum: Battle of the Smithsonian (2009)]
Continuação do filme de 2006, o filme mantém a idéia de uma placa mágica que da vida aos objetos do museu. Entretanto as coincidências com o primeiro filme acabam aqui.

O filme peca ao focar com antecedência peças do museu que ganhará vida tornando bastante óbvio o desenrolar das cenas que por sinal mantém um ritmo lento com raras cenas empolgantes.

Alguns diálogos demorados e cansativos irritam ao tentar forçar a risada do público sem sucesso; a conversa com o primeiro segurança, uma das discussões com o Faraó e uma cena de tapas na cara com os macaquinhos quase me fizeram deixar a sala do cinema.

O filme não é todo ruim: fora as falhas citadas, o roteiro teria tudo para criar uma excelente continuação. A presença de Amy Adams, que participou do híbrido desenho-filme da Disney, Encantada (Enchanted de 2007), rouba a cena no papel da empolgante Amelia Earhart (a primeira mulher a voar sozinha sobre o oceano Atlântico).

Há também algumas das peças do museu que ganham vida de forma bastante inusitada; mas se eu contar perderá a única graça.

A recomendação é que só vá ao cinema assistir o filme, se estiver de ultra bom humor, sensível a comédias banais e se não tiver o que fazer no Domingo à tarde.

Refeição começa a ser cobrada nos voos (low fare)

É meu caro amigo, já faz muito tempo que voar de avião era um luxo do qual ouvíamos falar que apenas os ricos podiam. Naquela época eles viajavam bem: havia mais espaço entre os assentos e não serviam lanches, mas sim refeições bem preparadas. Ouvia até o comentário que quem partia de Salvador à Ilhéus era agraciado com refeições aonde até mesmo uísque era servido para relaxar.

Nos últimos anos com essa história de companhias Low fare, onde as empresas enxugam os custos (e maximizam os lucros), primeiro sumiu o espaço entre as poltronas - eu mesmo, com 1,85m só sento à vontade nas saídas de emergência que são espaçosas por questão de segurança -, em seguida encolheu o serviço de bordo com pequenos sanduíches, água, suco ou refrigerante, passando para barrinha de cereal e agora, chega a vez de começar a cobrar.

Isso mesmo! Agora, quem estiver com fome vai ter que pagar pra comer. Eu até não reclamaria se os preços fossem justos, mas assim como a maravilhosa pipoca das boas salas de cinemas são caras, quando você estiver nos 11.000 pés, não é só você que vai estar nas alturas: o preço dos lanches vai te acompanhar; e isso não é um mero trocadilho.

Se não acredita, veja a matéria do G1 publicada hoje, 03/06/2009 http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1181424-9356,00-GOL+PASSA+A+COBRAR+PASSAGEIROS+POR+SERVICO+DE+BORDO.html

Daqui a algum tempo, não se assuste quando colocarem passagens as quais a posição para viajar será de pé. Duvida? Veja matéria na qual os fabricantes de avião já deram a idéia (em 2006) (http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/noticias/ult338u5550.shtml)