quinta-feira, 5 de julho de 2007

Viva o Chocolate




Pode parecer brincadeira, mas essa semana resolvi escrever à Nestlé.
Segue abaixo a mensagem que envie através do site.

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Até essa semana pensava que era o único chocólatra a reclamar sobre os atuais produtos da nestlé, mas em conversas descotraída com amigos na última semana, incrivelmente vários reclamações surgiram. O chokito que antes havia vários crocantes, agora dá pra contar ao dedo, o Crunch também nem de longe lembra o antigo KRI repleto de flocos de arroz. Recentemente o tamanho também das bolachas que aqui no nordeste aparecem com 400g a menos que em SP e RIO. Até mesmo o Neston agora está com 100gr a menos tbm. Uma grande reduzida no volume para manter temporariamente os valores dos produtos que novamente subiram.

Quando teremos um Chokito e Crunch a altura da qualidade que tínhamos à 5, 10 anos atrás?


Hoje, recebi a mensagem de resposta deles
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Mensagem da Nestlé para Você Inbox
from "falecom@nestle.com.br" 11:30 am
to almiroleal@gmail.com
date Jul 5, 2007 11:30 AM
subject Mensagem da Nestlé para Você

Almiro

Agradecemos seu contato, e como gostaríamos de conversar diretamente com você sobre a questão exposta em sua mensagem, em breve telefonaremos para o número que nos indicou.

Atenciosamente,

SERVIÇO NESTLÉ AO CONSUMIDOR
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Estou aguardando a ligação. :)

Ps.: Segundo Léo... mandei a mensagem porque não tinha ninguém por perto para "Churiçar".

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Ganhar / Perder


Eu gosto de algumas das coisas que escrevo. Tudo bem que tenho fases meio toscas, mas volta e meia, encontro algum bom material para minhas auto-análises.

Para essas auto-análises futuco textos antigos, arquivos, agendas, e-mails. Volto ao passado quando não tenho o que escrever, volto quando tenho dúvida sobre quem sou, volto incessantemente para avaliar o "eu" que chegou aqui.

Encontrei um texto de 2001, que ainda expressa uma verdade em minha vida.

"Algumas vezes quando penssamos que ganhamos, na verdade podemos estar perdendo muito.
As pessoas sábias devem ter a capacidade de discernimento sobre quais vitórias desejam realmente saborear"

em 01/12/2001 as 00h28m

sábado, 5 de maio de 2007

O tempo


"O tempo perguntou pro tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu pro tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem."

Quando pequeno, minha irmã e eu tinhamos um livro ou uma série de livros com pequenas histórias e dentre elas, havia essa texto. Se não estou enganado, esse texto é de Monteiro Lobato. Se alguem confirmar, e souber de que livro, me avisem.

Dificil ser constante num mundo inconstante, onde os prazos se encurtam, os ônibus se atrasam, os preços aumentam, e até mesmo algumas festas de largo mudam de data.

terça-feira, 24 de abril de 2007

O pulsar descompassado

Seria bom termos um controle remoto de sentimentos. Seria muito fácil, apontar pra a gente mesmo ou pra outras pessoas.

Um botão para Liga / Desliga.

Aumenta!!! zip!
Diminui. zip!

Muda de canal. zip! zip! zip! zip!...

Apesar que, pessoalmente, acho muito bom o turbilhão desgovernado que é o meu coração.
O silêncio, a calmaria. A tempestade, a inquietudes. O pulsar descompassado sem dia nem hora marcada para chegar.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Caminhando contra o vento, sem lenço sem documento

Vestidos com roupas simples, não muito limpas, ora com bonés de propaganda, ora com as cabeças expostas ao sol quente. Passo à passo, pé ante pé, calçando sandálias sujas, chinelos velhas, sapatos gastos, ou simplesmente com os pés chatos cheios de calos, descalços sob o asfalto; eles caminhavam juntos, em duas enormes filas sem início ou fim.

O dia era atípico para mim. Estava com o carro de minha irmã e fui pra o trabalho, com o ar-condicionado ligado, sem ter que esperar o maldito buzão. Assim que sai da Avenida Bonocô, deparei-me com o transito totalmente parado.

No lado extremo esquerdo da avenida que leva ao Iguatemi, duas filas de pessoas caminhavam: os sem terra (http://www.mst.org.br/mst/). Vim com o carro até onde o transito parava. Ninguém mais andava, além deles.

Parado, ao lado da fila, vi familias passando. Pobres. Poucos sorrisos no rosto. Uma tristeza incorporada. Claro que alguns riam e caminhavam. Alguns já se adaptaram à vida de sem terra e nem notavam o quão adaptados estão. Vendo de fora, basta olhar um pouco mais atento, e dá pra perceber.

Crianças, mulheres grávidas, homens jovens, homens velhos, senhoras de idade. Todos caminhavam e não paravam de andar. Lembrei de minha avó, das minhas tias. Toda uma vida vivida, trabalhando e ainda assim não poder descansar na velhice. Que país é esse?

Quem disser que são massa para manobras políticas, manipulados é porque não viu de perto os olhares, os rostos, os descalçados que caminham perdindo por terra, por igualdade, por liberdade.

Lembro de quando menor sonhar no mundo perfeito e das promessas de fazer um mundo melhor. Revivi tudo ao ver a a realidade. Que esse texto possa inspirar os que agem, porque eu ainda sou (covardemente) apenas das penas.