segunda-feira, 7 de maio de 2012

A Elegância do Comportamento

E quase sempre eu lembro desse texto da Marta Medeiros, que fala sobre a Elegância do Comportamento; algo que falta a muitos.


Jeito de Ser
Marta Medeiros, Do livro "Non Stop" - Crônicas do Cotidiano


Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vaimuito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe dafofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que com amigo não tem que ter estas frescuras. Se os amigos nãomerecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la. Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Neverland (2011) - Mini-serie

O canal SyFy resolveu lançar uma série "Begins" de Peter Pan, contando como Peter e Gancho foram parar na Terra do Nunca (Neverland).

A idéia de James Hook (Rhys Ifans) como um ex-cavalheiro inglês e mentor de um grupo de trombadinhas em Londres, dos quais Peter (Charlie Rowe) faz parte é sensacional. Na mini-série, Hook e Peter encontram uma joia mágica que os transporta para a "Terra do Nunca" onde se envolvem com índios, piratas e uma colônia de fadas.

Apesar das boas idéias, o roteiro é fraco. A relação entre Hook e Peter, assim como Peter e Sininho poderiam ser muito mais exploradas, mas acabaram por fazer uma série com efeitos fracos e histórias secundárias que se fossem removidas, não fariam falta.

E são essas histórias secundárias que ocupando o tempo, fazem com que a trama principal muitas vezes seja acelerada, acontecendo alguns saltos que deixam o espectador com sensação que fizeram a série na marretada.

Achei ridículo:
- Um alquimista (poderia ser substituído pelas fadas)
- Todas as cenas e diálogos na cidade do Alquimista, salvo apenas a explicação da Joia e do universo.
- Cena da aranha gigante
- Cena do fogo no santuário das Fadas
- Batalha entre Hook e os indios no santuário
- O fato de Hook e a Pirata ter escondido a jóia num lugar tão longe e de difícil acesso sem sequer mostrar como aconteceu.
- Batalha final na caverna
- Como Hook perdeu a mão
- O Crocodilo comendo a mão e o relógio

Quem é quem
Hook é vivido por Rhys Ifans que fez o colega de quarto de Hugh Grant em "Um lugar chamado Notting Hill" (1999). A capitã pirata, vivida por Anna Fariel já fez a "Charlotte Chuck" de "Pushing Daisies" e Charlie Rowe que dá vida a Peter Pan participou de "Never Let Me Go" como o jovem Tommy.


 
 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Meia noite em Paris (2011)


Titulo Original: Midnight in Paris (2011)

Um bom filme, só que que não é pra qualquer um.

Assim como a maioria das senhoritas não gostam de filmes de brucutus atirando e explodindo carros durante uma perseguição policial, e boa parte dos rapazes não gostam de comédias românticas, esse é um filme sem sobressaltos de gêneros, com um belo fundo romântico, que requer um pouco de sensibilidade e conhecimento da Paris do início do século passado e das obra/vida de Ernest Hemingway, Salvador Dali e Picasso (entre outros).

A história é simples: Gil é um roteirista de Hollywood, apaixonado pela Paris dos anos 20 e pelos grandes escritores americanos. Bem remunerado, mas profissionalmente frustrado, ele espera dar novo rumo a carreira escrevendo romances. Uma viagem a Paris com sua noiva e sogros, o fará questionar sua vida. Divergindo dos programas planejados pela sua noiva, ele passa a vagar pela noite de Paris e conhece novos amigos que o farão reavaliar seu livro e também sua vida.

As sutilezas, os diálogos históricos, a simples ficção sem efeitos especiais e a bela fotografia do filme(*), torna-o magnífico. Destaques para as cenas inicias, o jardim de Monet e o tema de abertura e encerramento: Si tu vois ma mère (clique no link para ouvir).

Apesar de ainda não a cidade, o filme instigou-me a passear sob a chuva em Paris.

(*) Fotografia cinematográfica nada mais é que os princípios da fotografia aplicados à sétima arte, que, em inglês, possui nome próprio: Cinematography.




Uma rápida volta por Paris

Fonte: http://colunas.autoesporte.globo.com/blogdaautoesporte/2011/08/08/uma-rapida-volta-por-paris/

Por Ana Lucia Silva

O início do vídeo abaixo já anuncia que as imagens que vem a seguir não possuem efeitos especiais nem técnicas de aceleração e muito menos segurança. O curta de quase 9 minutos é a peripécia de uma piloto de Fórmula 1 – até hoje desconhecido – a bordo de uma Ferrari 275 GTB num amanhecer de 1976.

A ideia do filme foi do cineasta francês Claude Lelouch, que adaptou uma câmera no carro que, segundo diz a lenda, alcançou os 324 km/h no caminho entre o Porte Dauphine e a Basílica de Sacré Coeur, em Paris, sem que nenhuma das ruas – que abrigam pontos turísticos famosos – estivesse interditada para a gravação. Quando o vídeo veio a público, Lelouch foi preso.

Anos mais tarde, o curta virou clipe do hit “Open Your Eyes”, do Snow Patrol, porém a versão original na íntegra se tornou uma raridade. Clique abaixo para conferir os roncos do motor da Ferrari 275 GTB pelas ruas de Paris, mas nem pense em copiar a ideia.

Claude Lelouch - C'était un Rendez-vous (1976)

sábado, 29 de outubro de 2011

Morte por encomenda - The Big Bang (2011)


Antonio Bandeiras é o detetive particular Ned Cruz que é contratado para encontrar uma stripper desaparecida. Entretanto, ninguém parece ter visto ou conhecido a garota.

Esse é um daqueles filmes que poderia ser bom, mas simplesmente não é.

A trama é muito boa, mas o roteiro estraga. Há uma certa áurea surreal nos personagens que me incomodou desde o início, principalmente o anão albino, sem contar no gigante cliente, o clipe da stripper aparecendo no meio do filme por nada e o multimilionário e sua pesquisa com um acelerador de partículas no México. Ou seja, o filme tem tanta informação e personagens doidos que posso dizer que ele meio que se perde. Lembrou também meio que Sincity de Franck Miller, só que muito mal feito.

A verdade é que esse filme não vale o tempo do Download, quanto mais o valor de um ingresso no cinema ou aluguel do Blueray.

Pode ser até que você se interesse pelo Trailler, mas aviso logo, é programa furado.