sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Meia noite em Paris (2011)


Titulo Original: Midnight in Paris (2011)

Um bom filme, só que que não é pra qualquer um.

Assim como a maioria das senhoritas não gostam de filmes de brucutus atirando e explodindo carros durante uma perseguição policial, e boa parte dos rapazes não gostam de comédias românticas, esse é um filme sem sobressaltos de gêneros, com um belo fundo romântico, que requer um pouco de sensibilidade e conhecimento da Paris do início do século passado e das obra/vida de Ernest Hemingway, Salvador Dali e Picasso (entre outros).

A história é simples: Gil é um roteirista de Hollywood, apaixonado pela Paris dos anos 20 e pelos grandes escritores americanos. Bem remunerado, mas profissionalmente frustrado, ele espera dar novo rumo a carreira escrevendo romances. Uma viagem a Paris com sua noiva e sogros, o fará questionar sua vida. Divergindo dos programas planejados pela sua noiva, ele passa a vagar pela noite de Paris e conhece novos amigos que o farão reavaliar seu livro e também sua vida.

As sutilezas, os diálogos históricos, a simples ficção sem efeitos especiais e a bela fotografia do filme(*), torna-o magnífico. Destaques para as cenas inicias, o jardim de Monet e o tema de abertura e encerramento: Si tu vois ma mère (clique no link para ouvir).

Apesar de ainda não a cidade, o filme instigou-me a passear sob a chuva em Paris.

(*) Fotografia cinematográfica nada mais é que os princípios da fotografia aplicados à sétima arte, que, em inglês, possui nome próprio: Cinematography.




Uma rápida volta por Paris

Fonte: http://colunas.autoesporte.globo.com/blogdaautoesporte/2011/08/08/uma-rapida-volta-por-paris/

Por Ana Lucia Silva

O início do vídeo abaixo já anuncia que as imagens que vem a seguir não possuem efeitos especiais nem técnicas de aceleração e muito menos segurança. O curta de quase 9 minutos é a peripécia de uma piloto de Fórmula 1 – até hoje desconhecido – a bordo de uma Ferrari 275 GTB num amanhecer de 1976.

A ideia do filme foi do cineasta francês Claude Lelouch, que adaptou uma câmera no carro que, segundo diz a lenda, alcançou os 324 km/h no caminho entre o Porte Dauphine e a Basílica de Sacré Coeur, em Paris, sem que nenhuma das ruas – que abrigam pontos turísticos famosos – estivesse interditada para a gravação. Quando o vídeo veio a público, Lelouch foi preso.

Anos mais tarde, o curta virou clipe do hit “Open Your Eyes”, do Snow Patrol, porém a versão original na íntegra se tornou uma raridade. Clique abaixo para conferir os roncos do motor da Ferrari 275 GTB pelas ruas de Paris, mas nem pense em copiar a ideia.

Claude Lelouch - C'était un Rendez-vous (1976)

sábado, 29 de outubro de 2011

Morte por encomenda - The Big Bang (2011)


Antonio Bandeiras é o detetive particular Ned Cruz que é contratado para encontrar uma stripper desaparecida. Entretanto, ninguém parece ter visto ou conhecido a garota.

Esse é um daqueles filmes que poderia ser bom, mas simplesmente não é.

A trama é muito boa, mas o roteiro estraga. Há uma certa áurea surreal nos personagens que me incomodou desde o início, principalmente o anão albino, sem contar no gigante cliente, o clipe da stripper aparecendo no meio do filme por nada e o multimilionário e sua pesquisa com um acelerador de partículas no México. Ou seja, o filme tem tanta informação e personagens doidos que posso dizer que ele meio que se perde. Lembrou também meio que Sincity de Franck Miller, só que muito mal feito.

A verdade é que esse filme não vale o tempo do Download, quanto mais o valor de um ingresso no cinema ou aluguel do Blueray.

Pode ser até que você se interesse pelo Trailler, mas aviso logo, é programa furado.


sábado, 30 de julho de 2011

Não Me Abandone Jamais (2010)

Never Let Me Go (título original)
"O avanço na ciência médica veio em 1952.
Médicos poderiam agora curar o incurável.
Em 1967, a expectativa de vida passa dos 100 anos."
Logo no início, o breve comentário nos situa num passado alternativo um pouco diferente do nosso. Mas não espere uma ficção científica para nerds, e sim um filme que utiliza a ficção como palco para nos fazer refletir sobre nossas vidas.

A narrativa é um pouco lenta, mas depois de uns minutos, conquista nossa atenção que tenta entender o real sentido de cada personagem ou qual será o desenrolar da história.

Esse é um daqueles filmes que se contar demais sobre a história, perde um pouco da graça. O que vocês precisam saber é que os três personagens principais Ruth, Kathy e Tommy são criados desde pequenos em uma escola tradicional Hailsham que os prepara para um futuro ainda desconhecido para nós expectadores. Os personagens crescem e aguardam pelo momento para o qual foram criados.

Assistam e depois comentem.

Poster


Ahhh, o post anterior Chegará o dia em que as máquinas pensem... foi escrito depois de ter visto esse filme.

Chegará o dia em que as máquinas pensem...

No momento que perdemos nossa capacidade de nos emocionarmos, deixaremos de ser humanos.

Precisamos continuar a rir de coisas tolas, de amarmos idéias, bichos e as pessoa. Precisamos sentir as maiores saudade pela falta de um abraço, um amigo, um ente querido.

Precisamos daqueles momentos em que o peito aperta, o som do coração fica cada vez mais forte, a respiração torna-se difícil, os olhos ardem e as lagrimas caem.

"Chegará o dia em que as máquinas pensem, porém elas jamais sonharão"
(Theodor Heuss, presidente alemão 1949-1959)