domingo, 18 de maio de 2008

Homens e Círculos

10.000 A.C. é um bom filme. Entretanto não espere muito da história que é bem previsível. O que aconteceu ao pai do herói, como ele poderia encontraria a amada, como sairia da enrrascada... tudo é previsível.

Ainda assim, é um bom filme, tipo sessão da tarde: morno e com poucas boas cenas.

Uma em especial me chamou a atenção. Nos 51 minutos de filme, surge o diálogo inspirador entre o gerreiro D'Leh e o líder da tribo, amigo do seu pai.

"Um bom homem desenha um círculo ao redor dele e se ocupa dos que estão dentro: sua mulher, seus filhos...

Outros homens desenham um círculo maior e dentro dele estão também seus irmãos.

E outros...
Têm um destino superior.
Têm que desenhar a seu redor...
Um círculo dentro do qual estejam muitas, muitas pessoas mais.

Seu pai...
Era um desses homens.

Você deve decidir se você...
Se também é um destes."

Os próximos 25 anos

Dos filmes que assisto, quase sempre aprendo alguma coisa.

Já faz tempo... 27 de Dezembro de 2007 estava assistindo o filme "A cartada final".

O filme é sobre [Um veterano ladrão que está prestes a se aposentar e um jovem unem forças a fim de realizar um assalto por muitos considerado impossível. Com Robert De Niro, Edward Norton, Marlon Brando e Angela Bassett no elenco.]

Uma fala específica do veterano me fez reletir por dias:
Faça uma lista de tudo que você queragora e planeje gastar os próximos 25 anos da
sua vida correndo atrás dela. Devagar, peça por peça.
O veterano ladrão explicava ao novato que não deveria ter pressa para conseguir as coisas, que ele deveria planejar bem cada passo.

Desde então é assim que me sinto: juntando as coisas aos poucos para os próximos 25 anos.

Título Original do filme: The Score
Título Brasileiro: A cartada final

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Vidas cruzadas

Amiga G: você que é da área de exatas, me responda: as vidas podem se cruzar várias vezes?

Almiro: não sei isso é de exatas. Mas vamos lá, deixa analisar:

"Como a quantidade de pessoas que conhecemos hoje é em maior número que a quantidade que nossos pais ou avós conheceram, e o mundo que vivemos não é tão grande, e espaço o qual que circulamos ampliou consideravelmente com os avanços nos carros, viagens de aviões, trens...

É provável que sim!
É provável que as vidas possam se cruzar varias vezes."

Amiga G: =)

Amiga G: eu sabia que era uma questão de exatas! Especificamente de lógica! ahhahahaha

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

O carro número 2173: gentilezas


Nessa segunda-feira, presenciei uma rara cena nesses tempos modernos.

De manhã, perdi a hora de acordar e sai de casa atrasado para o trabalho. Esperei pelo ônibus* e para minha sorte não demorou. Peguei o Stiep Vale dos Rios - R4, carro número 2173.

O "carro", como o povão chama, seguiu seu caminho, entrou na rua da Tv Itapoan e parou quando iniciava a descida da ladeira Rua Durval Moraes (uma ladeira) que leva até a Rua Sérgio de Carvalhoo, ou muito mais conhecida como "vale das muriçocas".

O motorista parou e puxou conversa com uma pessoa que estava do lado de fora que não vi quem era. A pessoa respondeu. Ele perguntou com o tom de voz mais alto, mas de forma calma e paciente se a pessoa não queria ajuda para descer a ladeira; se não queria carona.

Nesse momento, imaginei alguma mocinha pela qual o motorista poderia está paquerando, mas para minha surpresa não; era uma senhora de aparência simples e humilde, com seus cabelos grisalhos pelos muitos anos de vida.

Ela falou algo ao motorista, como que recusasse ou que não precisaria tanto trabalho, mas o motorista insistiu pelo menos mais duas vezes novamente com tom sereno e calmo, que não precisava pressa; que ele esperava, até que ela decidiu por entrar.

Foi nesse que percebi que a senhora não estava sozinha. Ela estava acompanhando e auxiliando um senhor, também de idade, aparentando um pouco mais cansado da vida, com cabelos tão grisalhos quanto e muito mais escassos que o dela. Ele lentamente e sem pronunciar som algum, se aproximou mais da escada, se curvou, apoiou subiu com uma muleta o primeiro degrau e tão lentamente quanto a primeira vez, subiu o segundo e se ajustou à cadeira e sentou com apenas uma perna.

Apesar da "demora", o motorista aguardou e também nenhuma pessoa presente no ônibus ou mesmo os dois ou três carros que aguardaram fizeram qualquer gesto de impaciência.

A senhora subiu logo atrás do senhor segurando a muleta e o ônibus seguiu o caminho.

Novamente gentil, o motorista perguntou para onde eles iriam e à menos de 150 metros, fora do ponto, parou para que descessem. Avisou que não precisava pressa que ele aguardava sem problemas.

A senhora agradeceu, desceu e auxiliou o senhor que se curvou, apoiou, desceu um a um, os degraus, até parar na calçada.

O motorista acenou e seguiu o rumo. No ônibus, em total silêncio, sentir como se não fosse o único que havia se orgulhado com as gentilezas.

Cena que devo relembrar por um bom tempo.

* Sim, eu ainda pego ônibus, mas por pouco tempo.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Votos de fim-de-ano!! (2007-2008)

Nesse final de ano, desejo a você e a sua família o tradicional Feliz Natal, um ano novo repleto de realizações, boas festas, etc, etc e tal...

Escrevo aqui, também para agradecer pelo ano que está finalizando. Foram muitos amigos que encontrei ou reencontrei, boas cachaçadas que tomei, boas resenhas que foram geradas e novos laços de amizade que surgiram.

Que nesse 2008 tenhamos outras tantas oportunidades de nos encontrarmos, comemorarmos e farreamos.